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quarta-feira, 17 de maio de 2017

As Laranjeiras em Flor

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Hoje as laranjeiras amanheceram em flor

tudo salpicado de branco

e o perfume se espalhando em derredor.


Hoje as laranjeiras amanheceram em flor

e o perfume

espalhado pelo ar, à distância

mudou aquele pedaço de mundo.


O perfume das laranjeiras que amanheceram em flor

mudou todo o pomar

mudou as ruas ao redor

mudou minha manhã.

Minha mente ficou clara

meu peito relaxou

a alegria me invadiu

tudo pelo perfume das laranjeiras que amanheceram em flor.


Amanhã

se não houver vento forte

elas ainda estarão lá

e novas alegrias me encontrarão.


E depois

quando as flores das laranjeiras se forem

virão

as jabuticabeiras, as jaqueiras, as mangueiras ....



Nunca duvide de que a única coisa realmente importante na vida é o amor dado e recebido. Todo o resto é efêmero, feito de sonhos, ilusão de grandeza de nossa personalidade finita.



VSO.

para Dani - poema de 2011


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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Saúde Mental Social


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Agora, 

passados 16 anos,

e a bipolaridade,
 
eu penso que:

 assim como na vida nós nos percebemos, 

percebemos ao outro,

percebemos o mundo e a vida, 

sempre, 

como opções e caminhos diversos;

assim nos descrevemos a nós mesmos, 

ao mundo, à vida. 

Assim é com a mente. 

Então vamos esperar que aqueles que, bravamente, se dedicam, 

estudam e pesquisam, 

definam e nos deem as tão necessárias 

respostas e definições para:

 O QUE É A MENTE? COMO FUNCIONA A MENTE HUMANA? 

O QUE É O MENTAL? O QUE É O MENTAL HUMANO?

 Esperemos que nos tragam essa definição 

e nos engajemos nós também nessa busca 

assim como buscamos "quem somos nós? de onde viemos? para onde vamos? 

isso aqui é tudo o que temos? tudo o que nos resta?"

Quem somos nós é a nossa questão filosófica fundamental.

 "o que é a mente? 

o que é mental humano? 

o que são pensamentos? 

como pensamos? 

como é e o que sentimos?" 

são as nossas questões fundamentais

 enquanto organismos sociais.

Viver em sociedade é descrever um mundo em comum, 

um espaço social, 

é na rua que a gente se percebe diferente ou igual, 

é no meio de gente, entre pessoas que nos definimos, 

por comparação, por associação e outras medidas, 

sociais todas. 

Até o louco que se mede por medidas próprias é sano, 

plenamente inserido no social e no meio das gentes 

só chama a atenção por sua "genialidade", "criatividade" ...

A psiquiatria atende, ampara, medica e conduz o biológico, o fisiológico, 

aquela configuração do pensar e agir que pode ser tratada, 

dentro dos limites médicos, dentro dos limites 

mas é sempre à partir de uma queixa 

e a queixa é, quase sempre, em primeira instância, comportamental. 

Percebida socialmente e é bom que assim seja, é esse o caminho 

pois há muita loucura naquela parte da mente, 

naquele desconhecido ainda não conhecido, no indecidido, no incognoscível. 

No mistério. 

E é isso mesmo 

o receituário farmacológico psiquiátrico é sim uma bíblia 

e é também um dicionário e talvez venha a ser cartilha.


VSO.


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Imagens by: Google Search 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Saudade!



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Eu entendi isso também.

Tinha traduzido saudade como dor.

E é dor também.

Aquela dor que se sente no membro que já não se possui.

Uma amputação...

Mas porque será?

Nada se vai realmente ...

só muda de endereço

e alguns são bem longe

e outros bem inacessíveis agora

...

Pensei também que saudade é algo que se sente na hora da separação

então, no momento anterior, estávamos juntos

...

Então saudade é dor de arrependimento

Arrependimento por não ter percebido

A presença.

Não há perda na saudade.

O que há é ausência.

VSO.



Imagem by: Google Search

domingo, 2 de abril de 2017

De ontem

No outro dia eu vi o mar
De um lado a vida cheia de alegria e dor
Riqueza.
Do outro lado eu vi a vida ainda por ser vivida
A vida dos pequenos, dos grandes compromissos
E chorei.
Eu estava no meio, entre os dois caminhos
No meio entre o dever e a dor
A obrigação e a riqueza.
Dividida entre coração e coração.
De um lado o fim do caminho
Do outro lado o caminho do começo e não havia escolha.

Não é estranho quando a metáfora é tangível?
Metáfora viva é muito estranho.
Bastaria ter seguido em frente?

Não saberei jamais
Pois fui em frente, voltei para onde eu ia
Acho que nem era real
Acho que naquele instante vi um futuro num relance
um por vir, um seria

Havia muitas lágrimas naquele dia
E pude vê-las todas não como dores que seriam
Mas como rios que formavam
E para chorar as que não eram minhas
Minhas se fizeram
E para chorar as que não eram
minhas se fizeram

Eu vi histórias e águas se misturarem
e se tornarem uma só.
O mar.

VSO. in memoriam de Storm



Você não é uma gota no oceano. Você é o oceano inteiro em uma gota - Rumi

Viva o Personagem!


Viver O Personagem faz parte do processo de Individuação, 

da Biografia, do Desenvolvimento de Potenciais

e é uma Atividade Lúdica 
salutar  
para lidar com a formação da personalidade 

individual e social.



"(...) o processo de individuação. 
Conforme Nise da Silveira (2006) todo ser tende a realizar o que existe nele, em germe, a crescer, a completar-se. 
Assim é para a semente do vegetal e para o embrião do animal. 
Assim é para o homem, 
embora o desenvolvimento de suas potencialidades seja impulsionado por forças instintivas inconscientes, 
isso adquire um caráter peculiar: o homem é capaz de tomar consciência 
desse desenvolvimento e de influenciá-lo. 

Precisamente no confronto do inconsciente com o consciente, 
no conflito como na colaboração entre ambos 
é que os diversos componentes da personalidade amadurecem 
e unem-se numa síntese, 
na realização de um indivíduo específico e inteiro. 
Essa confrontação "é o velho jogo do martelo e da bigorna: 
entre os dois, o homem, como o ferro, é forjado num todo indestrutível, 
num indivíduo. 
Isso, em termos toscos, é o que eu entendo por processo de individuação" (Jung).

terça-feira, 28 de março de 2017

Epifania

Depois de anos de prática e não-prática 

só agora me empoderei de um saber: 

da vacuidade do mental.

Depois de anos de treino, 

de prática, de lágrimas,

risos e silêncios ...

Acostumei-me à vacuidade do pensar e do sentir

Vacuidade como sendo algo que não é permanente

Nem imanente e muito menos consciente

E como os pensamentos e as emoções

Vinham e iam, como vagas no mar

Deixei de a eles tanta importância dar.

Mas nunca sosseguei em relação a isso

Esse ir e vir, sem hora nem lugar

E quando à visão juntou-se a audição

Pensei em uma resposta encontrar

O que eram? De quem seriam?

E como ganharam importância

Passaram a se identificar

Pelo menos eu acreditava nisso.

Passei um tempo procurando o id

dos que não eram meus ...

Mas logo desisti ... 

me pareceu não ter tanta importância assim

saber o que eram

desliguei o censor interno e me pus a escutar

E dei nome ao processo de eles mesmos se identificarem

de mental net

e aceitei o nome que alguém já tinha criado antes de mim:

A High Connection

E houve paz dentro de mim.

Mas sabe como é a paz em termos mentais?

Céu calmo sobre mar tenebroso

E as vagas continuavam

E eram sólidas, reais, com CPF e RG

metaforicamente falando.

Meditativamente eu estava certa

Pensamentos e emoções são vácuos,

transitórios e vagabundos

Ora ali, ora acolá.

Mas não deixei de me encafifar com os mesmos

conteúdos em tantos lugares

E na última década estudei,

estudei, pesquisei, 

conjecturei sem nada encontrar ...

Já me via Médium, Channel, algo em que me transformar

Com direito a pódio, neon e primeiro lugar ...

E foi essa a epifania de hoje:

que "focalizada uni focadamente na natureza convencional"

do que quer que seja

"a sua mente totalmente absorta é incapaz de fazer surgir"

o que quer que seja

"como objetos da sua própria cognição."

Piada?

Não!!!

Apenas a desatenção dando mostras da sua real existência.

"É somente devido aos obstáculos que ainda afetam a mente ... em absorção total que sua mente absorta é incapaz de fazer surgir simultaneamente a vacuidade e sua base como seus objetos de cognição"
A base.

Anos de discussão familiar sobre a importância da letra

ou da base no movimento hip-hop ...

Deveriam ter me despertado ...

Mas não aconteceu.

E agora

na leitura de um texto quase acadêmico

Eis que acordei

ou pisquei ...

Surgir e Engajar

surgir e engajar

Isso é a mental

A consciência mental que sabe quem é quem

Surgir e Engajar

surgir e engajar

Isso é a High

A conexão sensorial que sabe quem é de quem

Supranatural é o sentir mostrando o que desconhece

Surreal é saber a si mesmo ...

(Incoerência interna faz tanto sentido internamente ...)

Sensacional é o mental mostrando o que desconhece

E Epifania é o nome dado às royalties


VSO.




                                                  "Há duas maneiras clássicas de descrever o processo meditativo. 

Uma é que com consciência mental 
nós focalizamos na experiência do mero surgir e engajar 
que agora recordamos 
do momento de cognição imediatamente precedente. 
A outra é que um aspecto da mente 
foca no mero surgir e engajar do seu próprio momento de cognição. 
Nos dois casos, usamos plena atenção 
para manter o foco mental da nossa atenção 
na própria mente; 
e atentividade para notar e corrigir 
qualquer desvio deste foco devido à fugacidade da mente 
ou ao torpor mental. 
Quando tivermos eliminado totalmente 
estas falhas da nossa meditação, 
atingimos samadhi 
– um estado de concentração absorta. 
Alcançamos shamata quando, além disso, 
nós experienciamos, acompanhando o samadhi, 
uma serena e alegre sensação de maleabilidade 
e aptidão física e mental 
de sermos capazes de nos concentrar perfeitamente 
em qualquer coisa 
durante o tempo que desejarmos." 


Epifania II


Viver modestamente ... 

sempre pensei que seria viver em estado de miséria material, 

abdicando do consumo, 

principalmente do consumo por impulso. 

Hoje ainda não sei bem o que é. 

Estou ainda na fase de definir, externa e internamente o que é consumir

consumir consciente

consumir por impulso

o que é ser modesta


e, tem sido essa a questão 

que tem feito parar 

a minha linha de pensar


modéstia é algo que tem pouco a ver comigo mesma

e muito a ver com a opinião social sobre minha pessoa.


E é por isso que, 

há mais de uma década de meses que nada consumo.

Nada.


Só descobri uma coisa por enquanto:

a abstinência não é tão boa conselheira assim

pois há um pedacinho de mim 

que anda imersa 

em profunda tristeza e carência.


Vida modesta, viver modestamente, consumir consciente...


A fase seguinte

sempre aparece antes de termos conseguido dar

um fatality na fase anterior


Acho que é um engodo social

para nos manter consumindo avidamente

em busca do que virá depois.


E eu, na ânsia de receber a graduação

espero ansiosa, 

desesperada 

e nada modestamente

pela prova final.


Aquele derradeiro exame final 

onde

finalmente

me permitir conhecer

qual o significado real, 

externo e interno

que d
essas palavras

e questões

se escondem.


VSO.
in memoriam de um tempo esquecido.

Percepção & Subjetivação



"... desse saber esquecido de que a mente é um órgão dos sentidos.
Quando apreendemos a nossa mente como sendo algo sólido, 
imaginamos naturalmente um "eu" sólido atrás dela 
que a usa para experienciar a vida" - O Erudito
E quando percebemos a mente 

como um órgão dos sentidos 

temos que nos reconectar, 

de novo e de novo, 

com o nosso processo 

de subjetivação do sujeito 

ou 

ficarmos à mercê da subjetivação alheia, 

aquela em que terceiros 

dizem o que somos 

ou quem não somos, 

que fomos 

ou 

o que seremos.

VSO.

A Força

Alinhamento!

eis o mistério de tudo o que é invisível,

inodoro,

imperceptível,

e

incognoscível.

Que a Força esteja com todos nós!

Be The Force with Us!

May the Force be with Us!


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

A mente - um órgão dos sentidos



"desse saber esquecido 

de que a mente é um órgão dos sentidos

Quando apreendemos a nossa mente como sendo algo sólido, 

imaginamos naturalmente um "eu" sólido atrás dela 

que a usa para experienciar a vida" 


- O Erudito


E quando a percebermos como um órgão dos sentidos 

temos que nos reconectar, 

de novo e de novo, com o nosso processo de subjetivação do sujeito 

ou ficaremos à mercê da subjetivação alheia, 

aquela que terceiros dizem quem somos 

ou quem não somos, 

quem fomos ou quem seremos.


VSO.



imagem by: Search Google

O Erudito: https://lvsitania.wordpress.com/

VSO: aqui e em https://www.facebook.com/oliveira.vilmasantosescritora/?fref=ts