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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Debruçando-se sobre o ócio

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Nós nos comunicamos em várias camadas
A contar do chão da realidade
Nesse chão em que somos visitados pela dor e pelo infortúnio
Baseamos naquilo que nos dá maiores alegrias,
maiores tristezas, maior sofrimento.
Cremos em algo mais real 
do que alguma outra coisa
e nessa base difinimos
o que é ou não real.
Mas há o outro.
A conta que não fecha.
Cotidianamente confrontamos a nossa realidade
com a realidade do outro
e nos equalizamos e equalizamos o outro,
e equalizamos os outros e por eles somos equalizados.


Somente no caos podemos coexistir compartilhando realidades, nossas diferenças.


Somente no caos, na ausência da hierarquia e da ordem,
podemos co-existir e co-criar
como Si Mesmos, como Personas e em Coletivos.


VSO.

debruçando-me sobre o ócio
ATOS, outubro/2017

Imagem by Search Google

quarta-feira, 17 de maio de 2017

As Laranjeiras em Flor

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Hoje as laranjeiras amanheceram em flor

tudo salpicado de branco

e o perfume se espalhando em derredor.


Hoje as laranjeiras amanheceram em flor

e o perfume

espalhado pelo ar, à distância

mudou aquele pedaço de mundo.


O perfume das laranjeiras que amanheceram em flor

mudou todo o pomar

mudou as ruas ao redor

mudou minha manhã.

Minha mente ficou clara

meu peito relaxou

a alegria me invadiu

tudo pelo perfume das laranjeiras que amanheceram em flor.


Amanhã

se não houver vento forte

elas ainda estarão lá

e novas alegrias me encontrarão.


E depois

quando as flores das laranjeiras se forem

virão

as jabuticabeiras, as jaqueiras, as mangueiras ....



Nunca duvide de que a única coisa realmente importante na vida é o amor dado e recebido. Todo o resto é efêmero, feito de sonhos, ilusão de grandeza de nossa personalidade finita.



VSO.

para Dani - poema de 2011


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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sobre fazeres & atitudes


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Uma ação é apenas o ato em si. Uma atitude é uma postura interna que qualifica um ato. Ela é um estado que produz toda uma mudança de percepção e mente.

Horácio R. L. Frazão


Minhas ideias não estão só no campo das idéias. Estão postas em prática em ações do dia-a-dia.

  Victor Santos Oliveira



Não sabemos, ainda, realmente 

o que é ação. 

Nós vivemos, ainda,

no modo reação. 

Nossos atos

são baseados em fazeres.

O mote da ação,

de cada ato,

é o fazer.

Fazer algo para fazer algo.

Ação é fazer alguma coisa e/ou algo.

Atuar é imprimir personalidade à ação.

Agir é fazer atuando.

Atos são atitudes,

são ações auto-explicáveis,

anônimas no fazer

e significantemente conclusivas.

Ações envolvem gostar ou não gostar

de fazer;

poder ou não poder

fazer algo.

Atos são ações praticadas independentes

de qualquer questão pessoal ou interna;

são ações praticadas independentemente

do querer, do gostar, do estar disposto,


A qualidade da ação é alcançada

quando o fazer e o agir-fazendo

são sustentados

pela qualidade do ser,

pela postura de quem transforma

pensamentos, sentimentos,

emoções e ideias

em ações diárias.

Atos são fazeres:

feitos por que precisa ser feito.

Atos são saberes:

fazeres feitos quando necessário for.

Atos são expressão do viver social:

ações feitas por quem sabe que qualquer um pode faze-las.


VSO.

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Imagens by: Search Google



Saúde Mental Social


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Agora, 

passados 16 anos,

e a bipolaridade,
 
eu penso que:

 assim como na vida nós nos percebemos, 

percebemos ao outro,

percebemos o mundo e a vida, 

sempre, 

como opções e caminhos diversos;

assim nos descrevemos a nós mesmos, 

ao mundo, à vida. 

Assim é com a mente. 

Então vamos esperar que aqueles que, bravamente, se dedicam, 

estudam e pesquisam, 

definam e nos deem as tão necessárias 

respostas e definições para:

 O QUE É A MENTE? COMO FUNCIONA A MENTE HUMANA? 

O QUE É O MENTAL? O QUE É O MENTAL HUMANO?

 Esperemos que nos tragam essa definição 

e nos engajemos nós também nessa busca 

assim como buscamos "quem somos nós? de onde viemos? para onde vamos? 

isso aqui é tudo o que temos? tudo o que nos resta?"

Quem somos nós é a nossa questão filosófica fundamental.

 "o que é a mente? 

o que é mental humano? 

o que são pensamentos? 

como pensamos? 

como é e o que sentimos?" 

são as nossas questões fundamentais

 enquanto organismos sociais.

Viver em sociedade é descrever um mundo em comum, 

um espaço social, 

é na rua que a gente se percebe diferente ou igual, 

é no meio de gente, entre pessoas que nos definimos, 

por comparação, por associação e outras medidas, 

sociais todas. 

Até o louco que se mede por medidas próprias é sano, 

plenamente inserido no social e no meio das gentes 

só chama a atenção por sua "genialidade", "criatividade" ...

A psiquiatria atende, ampara, medica e conduz o biológico, o fisiológico, 

aquela configuração do pensar e agir que pode ser tratada, 

dentro dos limites médicos, dentro dos limites 

mas é sempre à partir de uma queixa 

e a queixa é, quase sempre, em primeira instância, comportamental. 

Percebida socialmente e é bom que assim seja, é esse o caminho 

pois há muita loucura naquela parte da mente, 

naquele desconhecido ainda não conhecido, no indecidido, no incognoscível. 

No mistério. 

E é isso mesmo 

o receituário farmacológico psiquiátrico é sim uma bíblia 

e é também um dicionário e talvez venha a ser cartilha.


VSO.


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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Por um dia sem estupro

Dá para falar de estupro sem falar de sexo? de amor? 
Não. 
E isso faz toda a diferença. 
O estupro não é só violência e crime
é também sexo sem consentimento.

A letra da música Zero
de Liniker e os Caramelows é ótima 
pois ela consegue elaborar a sutileza do crescimento das necessidades individuais 
nos inter relacionamentos. 
A gente realmente fica mordido!!!

Mas e ai? Decepção faz parte do nosso desenvolvimento. 
Aprender a lidar com frustrações faz parte do nosso tão necessário aprendizado.
Mas quem ensina? 
A escola ensina? A família ensina? A sociedade ensina?

A nossa própria natureza nos ensina: 
- aprendemos desde cedo a “lamber as nossas feridas” 
e a “apertar o coração” para caber tudo lá dentro 
afinal nós não somos animais. 
Nós somos o topo do mundo 
e estamos no topo da cadeia alimentar 
e somos os responsáveis por tudo.

Mas decidimos que socialmente temos direitos e deveres 
e temos estado a lidar com esses conceitos
para que não venhamos a ser
como naqueles filmes de ficção científica 
onde as pessoas de um futuro fictício 
tomam medicamentos para “não sentir”, 
para não serem “governadas” pelas emoções.

A Cultura do Estupro é a cultura do social levada aos extremos. 
A sociedade invade a nossa intimidade individual até as vísceras, 
versando sobre o que devemos ou não comer, vestir, como ser e nos comportar. 
O indivíduo social invade uma pessoa, invade outro indivíduo, 
em muitos níveis e graus de violência e/ou sutilezas. 
Sutilezas.

É de sutilezas que o estupro é feito e aceito
e é por sutilezas que ele é justificado por muitxs
Sutilezas como olhares, gestos, roupas ...
e é por sutilezas sociais e familiares que ainda vive 
no seio da sociedade 
no século XXI. 
Assim como sutilezas sociais 
viabilizam a existência de outras violências
individuais, grupais, sociais:
violência policial, milícias particulares, tráfico 
de pessoas, de armas, de entorpecentes.

Sutilezas nos inter relacionamentos. 
Linha cruzada nos sinais sociais. 
Sutileza no trato com a violência sutil. 
E empate na guerra entre animal e humano, 
entre o individual e o social.

A gente fica mordido, não fica?
E quanto a gente aguenta reservar naquele cantinho do coração 
para mágoas e decepções, para rejeições e ignorâncias? 
E se a gente aguenta resistir àquele chamado do orgulho, da virilidade, 
da luxúria, do desejo serão sutilezas que darão permissão ao outro?

Em um inter relacionamento sexual 
quantas vezes a gente tem que resistir ao nosso “toque grosso”, 
ao nosso desejo de “transpassar” o outro 
como se o corpo fosse uma derradeira barreira para “sermos um só corpo e carne”? 
Quantas vezes temos que resistir ao desejo crescente de nos mostrarmos tal qual somos, 
sem ter que fazer “cara bonita” 
à cada sensação que o outro nos proporciona 
ou que proporcionamos a ele?

Onde se aprende a se inter relacionar com pessoas na cama? 
na medina? no templo? nas ruas? na escola? 
Onde se aprende inter relacionamentos sociais mentais? sensoriais? emocionais? racionais?

Só se aprende dentro de si mesmo, 
por acerto e erro, por aprovação e rejeição, por prêmio e recompensa.
E é nesse universo subliminar que o estupro encontra respaldo e até aceitação
para "corrigir", para "restaurar" a moral e os bons costumes

Só se aprende comparando resultados com os resultados obtidos por outras pessoas. Comparativamente. Estimativamente. Secretamente.
Publicamente só os ocorridos em ruas e becos
onde se julga mais o comportamento e a moral dxs agredidxs 
Silenciosa e secretamente ficam a maioria dos que ocorrem 
nas casas, escritórios, igrejas e tantas outras instituições.
E majoritariamente anônimos os que ocorrem dentro
dos relacionamentos social e religiosamente consagrados.

A Psiquiatria Forense versa sobre esse assunto.
Na doença e no crime.
Mas nos relacionamentos entre pessoas
onde entra a questão sexual?
Necessitamos de uma área dessas na Pedagogia e na Sociologia
Necessitamos definir o papel do sexo nos relacionamentos humanos.
Sexo com e/ou sem procriação,
Sexo com e/ou sem definição de gênero.

Precisamos lidar socialmente com as questões 
reservadas para "quatro paredes"
que possuem seus alicerces na ainda desconhecida natureza humana,
a humana natureza que,
herdamos de nossos ancestrais
humanos e animais - nem isso sabemos ao certo
pois quando falamos de sexo 
exaltamos a nossa origem divina
mas só o aceitamos para fins procreativos.

Para machos e fêmeas sexo é regido por hormônios, procriação e cio, 
adaptação e conservação da espécie 
e uma ou outra sutilezas referentes às espécies.

Para homens e mulheres o sexo é um pouco mais complicado 
pois além dos hormônios, do desejo e da procriação
acrescentamos sentimentos, sensorialidades, emoções
e toda a gama de aspectos individuais, familiares e sociais
da natureza e da psiquê humana que levamos conosco
em cada inter relacionamento.

E há aqueles para quem sexo não é uma questão 
É um encontro entre duas pessoas, 
um inter-relacionamento sem compromisso 
de tempo nem de idade.
onde a questão “nossas diferenças” já foi resolvida e aceita

Estupro é crime e é um problema social.
Sexo sem permissão é dolo, é crime e é um problema social.

O estuprador é um estuprador ao praticar o crime
e não ao comprar o pão na padaria,
ao depositar seu salário na sua conta empregatícia
ou ao receber a sua passagem no ônibus.
É neurótico? Sim!
A sociedade é neurótica também
quando finge que não vê o que anda pelas ruas
quando classifica aquilo que vê
e quando ignora e/ou segrega aquilo que existe
e que as ruas estão mostrando.

A SOCIEDADE NECESSITA CRIMINALIZAR O QUE CRIMINALIZA O INDIVÍDUO.

ASSÉDIO É CRIME.

SEXO SEM CONSENTIMENTO É CRIME.

ESTUPRO É CRIME.

INDEPENDENTE DO GÊNERO DA PESSOA.

POR UM DIA SEM ESTUPRO!

VSO.
in memoriam de Dandara



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terça-feira, 4 de abril de 2017

Nós somos inteligências!



Pode ser que alguém fique chocado. 

É normal. 

A pergunta crucial e que está plenamente inserida nesse momento é: 

o que fazemos com aquilo que nos choca?

Acredito que seja essa a questão pertinente.

O que faço com as coisas que eu não aceito?

E há outra:

Me cabe conjugar o verbo aceitar em relação à sociedade na qual vivo,

viventes que somos nesse condomínio estelar?


O mundo muda a toda hora

Economicamente isso é positivo,

valorizado e incentivado. 

Gera divisas.

Pessoalmente não?

Foro íntimo, Foro coletivo.

Vale para mim. Não vale para o outro.


Jovens Sem Fronteiras só existem em um Mundo Sem Fronteiras

Médicos Sem Fronteiras

Assistência Sem Fronteiras

Não dá para não pedir 

que se defina o que está sendo falado;

não é questão de superioridade intelectual

ou de inclusão social - 

é uma necessidade,

uma necessidade social

cultural e linguística.


Defina sexo. 

Defina gênero.

Defina assédio. 

Defina Família. 

Defina Sociedade.

Defina privilégio.

Defina direito social.


Não dá mais para usar 

algumas palavras 

com algumas pessoas

*

O que faremos?

*

Temos que resolver urgentemente

essa questão de relacionamento

interpessoal, coletivo.

Socialmente resolver

as questões de inclusão e acessibilidade

e

definir foro.

Foro íntimo. Foro social.

Questões públicas.

*

E poderemos então passar a nos 

ocupar, a nos pre_ocupar

com

as questões mais novas

que são ainda variações sobre o mesmo tema:

Gênero, Inserção e Acessibilidade.

Dos que vivem

fora

desse 

azul

e

belo

condomínio

estelar.

*



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*



No dia Internacional de Luta Contra LGBTfobia, 

a Prefeitura de Providencia (Chile), 

junto com a Fundación Transitar, 

 produziram um vídeo falando da realidade cotidiana 

das crianças trans. 

assista ao vídeo em: 

https://www.facebook.com/midiaNINJA/videos/651214011703414/

*


Resultado de imagem para Somos inteligências


*


Texto de Vilma dos Santos de Oliveira - VSO. 
Tatuí, 04 de Abril de 2017

Imagens by: Google

terça-feira, 28 de março de 2017

Vulnerabilidade


A pergunta crucial


e que está plenamente inserida nesse momento é:


o que fazemos com aquilo que nos choca?



Pode ser que alguém fique chocado.


É normal.


Acredito que seja essa a questão pertinente.




O que faço com as coisas que eu não aceito?




Antes disso há outra:

Me cabe conjugar o verbo aceitar

em relação à sociedade na qual vivo?

Viventes que somos nesse condomínio estelar?


...


O mundo muda a toda hora


Economicamente isso é positivo


valorizado e incentivado.


Gera divisas.

...


Pessoalmente não?


Foro íntimo,

Foro coletivo.

Vale para mim. Não vale para o outro.


Jovens Sem Fronteiras

Médicos Sem Fronteiras

Assistência Sem Fronteiras

só existem em um Mundo Sem Fronteiras

...


Não é questão de superioridade intelectual

ou de inclusão social

é uma necessidade:



Defina sexo. Defina assédio. Defina Família. Defina Sociedade.


Não dá mais para usar algumas palavras

com algumas pessoas


O que fazemos?

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

REVOLTA

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Me revolta muito ouvir falarem assim da Geração Y

mas me dói mais inda ouvir isso dos próprios Y

depois deles só há o Z ...

eles nada mais poderiam fazer.


Se hoje estão solteiros, descasados, sem herdeiros

a herança que deixam já é incomensurável


pegaram o século IX, embrulharam o século XX

e vivem no XXI sem culpa nem pecados.


E isso não é pouca coisa não

pois trabalhar sempre foi imposição

então trabalhar por prazer

era feito bem escondido, então.

No passado formularam a libertação do escravo

A geração atual trabalha como escravo

No passado trabalho escravo era servidão

No presente trabalho é ganha-pão

Não se conseguiu ainda reformular "O Trabalho"

mas o escravo-Y trabalha no que quer, come o que quer


Se culpa tem que lhe ser apontada

é ter começado a se culpa ar

é por ter parado de se definir

antes do fim encontrar

Só se começa a lamentar

quando o fim com o começo se encontrar.


São 30, 35 anos

a maturidade já toma lugar

mas ainda há que mudar

o que o social lhe pode cobrar.


A Criança, O Pagem, O Herói

O Guerreiro agora toma lugar

se há um mundo para salvar

sempre haverá um X marcando o lugar.


Nossos pais nos ensinaram a ler e escrever, o mundo

Nos ensinaram que em se plantando tudo dá

que sempre há um sapato velho para um pé cansado


O mundo mudou desde então e eles mudaram o mundo

A maestria dos Y foi a releitura do mundo

- nada de derrubar tudo e começar do Zero

E mostraram a todos o valor que o dinheiro tem,

para ser adquirido

e gasto


Mesmo os Z já estando ai

os Y ainda estão a nos ensinar:

a ler o mundo sem o derrubar

e a se inter relacionar

com tudo o que no mundo há.


VSO.


Inspiração by: 


  • https://medium.com/…/o-que-diabos-aconteceu-com-gera%C3%A7%…

  • https://pt.wikipedia.org/wiki/Gera%C3%A7%C3%A3o_Y



Resultado de imagem para geração Y