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sexta-feira, 2 de junho de 2017

O Valor da Vida

Resultado de imagem para "... há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicídio. Julgar se a vida merece ou n



"... há um problema filosófico 
verdadeiramente sério: é o suicídio.
Julgar se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma questão fundamental da filosofia. 
O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou dez categorias, vem depois.
São apenas jogos: primeiro é necessário responder."




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Há uma parábola budista muito interessante sobre o valor da vida:
Um monge conservava uma xícara de chá ao lado de sua cama, e, toda noite, antes de dormir, ele a emborcava. Ao acordar, ele tornava a virá-la, deixando-a em sua posição convencional. 
Quando um intrigado discípulo lhe perguntou o porquê daquele gesto, o monge explicou que, simbolicamente, esvaziava a xícara da vida todas as noites, 
(...) "


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O Valor da Vida

Eu penso em uma pedra, numa montanha
o que é vida?

Penso em um vegetal, numa flor, em brócolis
o que é vida?

Penso em um animal, num pet, em dinossauros
o que é a vida?

Penso em mim, nos meus filhos e netxs
o que é a vida?

Não sei, imagino, elaboro, filosofo mas não sei
ela é o sangue? os ossos?
ela é os nossos laços herdados, os laços adquiridos?
ela é o tempo de vida?
Eu não sei.

Como podemos então falar sobre a vida do outro,
sobre o valor da vida do outro?

Valor é preço? é consideração? é valia?
é comparação?

O valor da vida é o valor que se dá à vida?
Minha, do outro, da raça, do gênero?

Penso realmente que essa questão é fundamentalmente
de cunho religioso
e político
pois do ponto de vista pessoal,
da pessoa,
do indivíduo,
não se poderia avaliar o valor da vida
de toda uma vida vivida
ou inteiramente a ser vivida.


Não é possível por que para cada um a vida é uma infinidade
de possibilidades a serem vividas,
é uma eternidade 
de tempo não calculável para infinitas oportunidades.

O que existe de desconhecido nesse mundo que seja mais valorizado
do que a vida?
Não sabemos o que ela é, não a definimos,
não totalmente.
Extrapolamos o valor de cada parte
e valorizamos, mais ou menos, a soma de tudo.

Isso tudo nos diz a razão mas ao pularmos essa parte,
ao deixarmos de lado a ausência de definição
do que é a vida e de qual o valor que ela possui,
nós a sentimos.

Sentimos?
Sentimos o pulsar da vida, sentimos a ânsia da vida por si mesma,
nós a sentimos?
Sentir define o que é vida? Sentir dá valor à ela? A valoriza?

Eu sinto, Tu sentes, Ele sente. Nós sentimos?
Ela sente?
Sentiu os dinossauros, o brócolis, o mico-leão dourado?
Ela me sente? Sente a Síria, o Líbano, sente Guantánamo?

Não totalmente.
Ela, a vida, assim como nós, sente a si mesma mais intensamente
mais valiosamente, mais cara.

A relação de valor entre a vida e nós 
é diferente da relação entre nós e a vida.

E é isso o que é valor - o peso que tem para cada um.
Individualmente.

Coletivamente não é possível haver um consenso
só um acordo
uma imposição
uma definição vertical
pela impossibilidade de medição
de definição
racional e científica
tal qual o é a sociedade.

Somos pó?
Somos alento?
Somos células? Átomos? Um embrião?
Somos Poeira das Estrelas?
Somos pensamento, uma ideia na mente de Deus?
Somos razão, mente, consideração?

Não sabemos 
Escolhemos a nossa definição
(inclusive o nosso não saber)

Da nossa escolha vem o valor da vida

O valor da vida tal qual nós a definimos
Individualmente

E extrapolamos para os valores sociais
da sociedade que gostaríamos de ter/ser

Eu gosto de pensar que a vida é o mesmo que o sentido dela
O sentido da vida nós o possuímos.
Sabemos o que é,
nós o sentimos em nós, na Natureza.
Percebemos o sentido da vida 
ciclicamente
como as estações do ano, 
como os humores naturais, elementais, temporais.

Eu gosto de pensar que ela não é alguma coisa
É mais como se fosse alguém

Eu gosto de pensar que
a vida é o sentido que preenche tudo
o que existe
e o que não existe também.
Ela é sagrada assim como sagrado é tudo o que existe
e o que não existe também.
Ela é viva assim como é vivo tudo o que existe
e o que não existe também.
Eu gosto de pensar que a vida é maior do que ela mesma
assim como nós.

E gosto de pensar que ela nos possui
assim como nós a possuímos
e que quando nós nos apartamos dela
ela se aparta de nós
e que quando ela se aparta de nós
nós já não a possuímos.


VSO.

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terça-feira, 18 de abril de 2017

Luto II

Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que ig... Frase de Ariano Suassuna.

REFLEXÃO EM FOCO - O que resta [ará] de nós?
texto de Talita Guimarães - Ensaios em Foco

“Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre. 
O que posso fazer agora? 
Somente seu enterro e rezar por sua alma.”
(Chicó em O Auto da Compadecida, obra de Ariano Suassuna)


Um dia você acorda e a primeira notícia que recebe é que alguém 
de quem gosta muito já não respira mais. 
Aí quem perde o ar é você, 
sufocado pela dúvida de como continuar vivo 
sabendo que alguém querido já não estará mais presente.

A morte caminha lado a lado com a vida 
e custamos muito a nos dar conta disso. 
Como se estivéssemos falando de um mal distante, 
tratamos a morte que vemos diariamente nos noticiários 
com a consciência de quem acredita 
que terá a chance de marcar a própria hora. 
Como se tivéssemos algum controle sobre o tempo que nos é dado... 
Isso para não falar do quanto desperdiçamos o convívio, 
do quanto sonhamos com futuros que podem não estar ao nosso alcance, 
do quanto dizemos não e empurramos para depois 
a vida que deve ser sentida a cada instante e não apenas planejada ano a ano. 
Volto ao início, à dúvida sufocante que surge quando vemos o tempo 
de alguém se esgotar irremediavelmente e me pergunto: 
estaremos vivendo muito mais em função 
de um tempo que ainda não nos foi dado? 
E o tempo que nos é dado de convivência com outros? 
O que nos resta quando pessoas que amamos vão embora antes de nós? 
“Somente seu enterro e rezar por sua alma”, 
como se resigna o personagem do genial livro do paraibano Suassuna? 
Haverá entre nós, a capacidade de deixar mais de si aos outros, 
aproveitar melhor o tempo presente? 
Como a tristeza que a morte traz pode se converter 
na consciência passageira 
de que não sentiremos mais o prazer da companhia gostosa 
da pessoa querida?

A morte lança mais perguntas sobre a existência do que a própria vida.

Esta semana perdi um tio. 
Há um ano e sete meses perdi minha avó. 
No mesmo período, a cultura perdeu Mestre Antônio Vieira. 
Falo em perder porque é esse o sentimento que surge 
quando alguém morre. 
Perdemos a presença, os sorrisos, os abraços, a voz, 
e a admiração ainda que silenciosa do jeito de ser das pessoas. 
Mas perdemos principalmente a chance 
de viver mais e melhor na companhia de quem se vai. 
Infelizmente, é a perda quem muitas vezes mostra 
o quanto alguém faz falta. 
Por isso a morte traz dor incalculável para a consciência. 
Choramos a ausência de uma segunda chance. 
Lamentamos o que não tem mais jeito. 
O que poderia ter sido e não foi. 
Culpamos a dinâmica da vida 
quando o erro é resultado das ações de quem vive.

Por tudo isso, não sou pessimista em relação à morte. 
Sou preocupada com os vivos. 
Com a forma como as pessoas vivem, 
as relações que estabelecem, 
as escolhas que fazem e que nunca dizem respeito apenas a elas. 
Afinal, as lições da humanidade não tem ensinado 
uma independência que possa planejar com absoluta certeza 
a hora de cada um deixar este mundo 
assegurando a felicidade de quem fica. 
Vivemos arriscando no escuro, 
no tempo que não temos. 
Ignoramos a margem de erro.

Na hora da morte é que vejo a importância da consciência em torno da vida. 
Quem morre, descansa. 
Quem vive, sofre. 
Mesmo sabendo que a morte é tão natural 
quanto o nascimento, sofremos a cada partida. 
Sendo assim, o que dizer para consolar 
alguém cuja dor parece mesmo incalculável? 
Coloquei-me diante desta questão a fim de resolvê-la. 
Sou altruísta. 
Não queria que a pessoa que ficou sofresse a dor inconsolável da perda. 
Queria poupá-la da inconformação, 
da revolta, da solidão. 
Conheci à perda da avó, 
a dor incalculável, revoltante, inconsolável 
e tive de buscar conforto sozinha. 
Não queria, desta vez, 
saber de alguém tendo reação parecida.

Penso que é a vida quem dignifica a morte. 
A mobilização diminui o sofrimento. 
O abraço conforta o corpo, 
o pensamento compartilhado, a alma.

Para tanto, precisei lembrar-me de apenas uma frase, 
sabiamente colocada por Antoine Saint-Exupery 
“Aqueles que passam por nós não vão sós, 
não nos deixam sós. 
Deixam um pouco de si, 
levam um pouco de nós”.

Curiosamente, há pouco tempo, conversava com uma amiga 
sobre o que as pessoas significam depois que morrem. 
Comentávamos o que cada um de nós é capaz de deixar 
às pessoas que vivem conosco. 
Perguntávamos-nos, a título de reflexão, 
o que deixaríamos hoje ao mundo caso partíssemos. 
Pendências ou boas lembranças? 
A certeza dos grandes amigos que fomos 
para quem pode desfrutar de nossa amizade 
ou a imagem de jovens que planejavam feitos promissores 
para um futuro que nunca chegaria? 
Feitos que não passariam de promessas, 
no caso de uma partida, 
assim, 
aparentemente do nada.

Lembrando do trecho de “O Auto da Compadecida”, 
quando o Chicó (interpretado espetacularmente no filme por Selton Melo) 
diz que a morte é um mistério do qual ninguém escapa, 
irremediável, 
porque tudo que é vivo morre, 
penso com mais certeza que enquanto estamos vivos 
é que precisamos pensar mais 
na forma como vivemos e nas escolhas que fazemos 
sem deixar passar as chances, os momentos, 
enfim, a vida que merece ser vivida. 
Para que além de aproveitarmos cada segundo 
"como se não houvesse amanhã" sejamos capazes de partir 
na hora que a matéria tiver de morrer sim, 
mas sem que a alma, a essência da vida, 
se perca junto. 
Porque sempre há quem fique e sinta 
que um pedaço de si já não existe mais. 
Mas se nesse momento, quem ficar 
sentir que enquanto vivos, tivemos momentos que valeram a pena, 
talvez a dor dos vivos em relação a morte 
não seja mais tão devastadora.

Quem somos e o que fazemos hoje, agora? 
Olhemos então para o que já deixamos para trás, 
o que já marcou nosso tempo de vida até hoje. 
O que ainda há para fazer? 
Quantos abraços, sorrisos, palavras e vivências 
ainda temos para dar às pessoas? 
O que ainda nos falta aprender, ensinar? 
Não há como saber quanto tempo ainda teremos. 
Chego a conclusão que este sim é o mistério. 
O desafio que separa a graça da vida da dor da morte.


Imagens by: Google Search


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segunda-feira, 17 de abril de 2017

O Tenebroso Mar

Aquilo que é aguda e finamente percebido 

desperta em nós o dom. 

O medo incomensurável do dispensador invisível 

invisivelmente 

gera a tomada de consciência 

dos meus erros e enganos.

Depois de um rápido mergulho no vazio 

percebemo-nos 

novamente 

out of control, 

submergidos no grotão do mar de emoções incomensuráveis 

e infinitamente profundas.

O dom despertado é saber a hora de zarpar. 

De abandonar esse tenebroso mar 

para só retornar a ele 

quando as reservas de vida tiverem sido reabastecidas.


VSO.
in memoriam de Hancock

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domingo, 2 de abril de 2017

Amor ao Desapego

Desapegar significa deixar de pegar, de reter, de ser proprietárix

É um caminho longo e começa com um primeiro passo:

deixar ir
doar
compartir ...
O último passo
é que faz valer toda a dor, as lágrimas, o sofrimento
O último passo
é quando só fica o essencial
O que recebi do amor, da amizade, do respeito
eu posso doar
(por que já não me cabe, por que não tenho espaço suficiente ...)
Posso doar a quem eu amo, a quem quero ajudar, a quem respeito
O que recebi
acrescentado do que agreguei
levará consigo seu dom, sua marca, seu desejo
e os meus.

Amor somado é bem melhor do que amor guardado

E infinitamente mas ilimitado.


VSO.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Sexo em tempos de Física Quântica

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CotiDianamente tenho que me reescrever
por que todos os dias eu leio você

CotiDianamente tenho que me reescrever
para acompanhar você.

Cotidiana mente

e questões como ética, teologia e/ou filosofia
são as que menos pesam, pouco contam

O que mata, o que me faz sofrer são as questões políticas
aquelas questões que envolvem ganhar e perder,
poder e controle.

Agradeço. Sim, agradeço!
Infinitamente grata pela oportunidade
de te ganhar ou de te perder a cada dia.




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COTIDIANAMENTE



                                             mente 

                                                                    QUANDO FAZ ESCOLHAS

                      E NÃO ME ESCOLHE


e escolhe sem mim                               
                           
                                                                     MENTE?




                                           então MENTE? 


mente quando me diz

                                                 para sempre?


                  sempre juntos para sempre



                                  SEMPRE?


      Perco! Perdes! Perdemos!



ATIVA e cotidianamente  TODOS OS DIAS, TODOS OS DIAS E todas AS NOITES


sempre  PERDEMOS QUANDO PERDEMOS NÓS 

                                                                    E PERDEMOS QUANDO NOS PERDEMOS DE NÓS

perdemos quando perdemos nós

                                                  e perdemos quando nos perdemos de nós

                                                                                                                  e sempre nos perdemos nós



???   SEMPRE        ??    para sempre    ???????     ???      Nós  !???


NÓS SEMPRE NOS PERDEMOS DE NÓS

vso.

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sábado, 22 de outubro de 2016

Tudo passará!


Deixe ir!

Tudo passa e tudo sempre passará!

Deixe ir!

Não prenda!

não se prenda!

Não prenda os paradigmas de final de caminho!
Não se prenda a paradigmas de final de caminho!
Eles passam!
Você passa!
Nós passamos!
Todos sempre passarão!
Nós sempre passaremos!
Tudo passa e tudo sempre passará!
Portas passam! Sempre passam ...
Janelas passam! Sempre passam ...
Janelas, Portas e Muros! Tudo passa ...
Deixe ir!
Não se prenda a nada!
Nada dura para sempre e tudo sempre passará!
Tudo passa e tudo sempre passará!
Isso também passará!
Deixe ir!
A liberdade que se dá a algo é o instrumento certo da medida.

VSO.

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quarta-feira, 27 de julho de 2016

A Alma

"A realidade é composta por camadas. 
Basicamente, podemos considerar em 3 níveis a realidade. 
São eles: o nível da fisicalidade, o nível quântico e o nível não-local.

A fisicalidade é o nível dos efeitos e consequências, é um nível sintomático. 
Já o nível quântico é o domínio da energia e da informação. É um nível estrutural que gera o efeito, logo a fisicalidade. 
Já o nível não-local é um domínio de pura inteligência, pura consciência, 
não há energia e não se pode entender, pois está além da mente, da lógica linear. 
Só se pode senti-lo se estivermos suficientemente pacificados internamente."

Horácio R. L. Frazão



O que era grande ficou pequeno, cognoscível.
E o que era pequeno tornou-se desconhecido,
Incognoscível!
Nós sabíamos quem éramos!
Falávamos de alma em prosa e verso
e viajávamos em espírito para terras desconhecidas!

Mas então as estrelas choraram
e um homem entendeu a dor delas
e nos contou, numa carta muito triste
que hoje já não encontramos mais.
Ele disse à sua irmã tudo o que as lágrimas das estrelas lhe disseram
e, entre lágrimas, em samaúma,
ele desvendou o Universo.

Ele morreu de morte matada.
A carta já não encontro mais, perdida que deve estar
no incomensurável Universo Cibernético ...
Mas, outrxs vieram depois
e estudaram e desvendaram e descreveram matematicamente
o mundo antigo, as estrelas, o Novo Mundo, o Universo ...
e assim nasceu a Nova Era,
a Nova Terra e a Terra Nova.

Surgiram infinitas possibilidades para as possibilidades existentes.
Para o Universo, para o Planeta, para o Homem ...




A Ciência está sendo reescrita e 

assim também a Biologia e a Psicologia
A divisão corpo e mente ficou apertada
para tantas possibilidades humanas


e para a Alma.

A Alma!
Nós já a possuíamos.
Ela era metáfora para amores e ilusões perdidas
Era a estrela-guia dos poetas e dos andantes
Era etérea, fugidia, quase tangível
Era invisível e não-conceituada
Era pura poesia!

Hoje, pós-Física Quântica,
ela perdeu um pouco da poesia e da invisibilidade ...


Hoje ela divide as nossas atenções, nossas pré ocupações, nossos cuidados.

Ela está inserida em tudo 
e ganhou responsabilidades,
uma quase-biologia e um mapa:
O GNA - 
o mapa da alma, a nossa hereditariedade emocional e psicológica.


E soubemos então que não estávamos sós,
nem no Universo
nem dentro de nós mesmos.
E soubemos que ela é o infinitamente pequeno,
o incomensuravelmente desconhecido
e o inconscientemente mandante,
mandatário
e mandado.

Ela sempre esteve conosco
aspirando provar a si mesma
inspirando encontros e soluções
Buscando realizar-se 
no nosso encontro interno,


pessoal,
silencioso
e anônimo.

Hoje ela transita nos três mundos,
nem sempre tão inconsciente assim,
nem tão invisível assim.
Às vezes a gente a encontra 
e a reconhece,
outras vezes a vislumbramos e nos esquecemos,
outras vezes, ainda, ela se nos passa 
desapercebida de si
e nós passamos desapercebidos de nós.

"A fisicalidade é o nível dos efeitos e consequências, é um nível sintomático."

Minha alma já pode ser percebida na fisicalidade
como uma "parecença", uma similaridade hereditária, ancestral
Na psicossomática de ações e reações,
angustias e dores,
alegrias e tormentos.

"O nível quântico é o domínio da energia e da informação"

É nesse nível que ela sempre existiu, muda e desconhecida,
semi sentida, semi esmagada;
indefinida, sem voz e cega.
É nesse nível que ela reencontra a esperança
de vir a ser, de tornar-se em algo
De manifestar a si mesma.

"O nível não-local é um domínio de pura inteligência, pura consciência"

E é aqui, nesse nível, que ainda é desconhecido, inconsciente
que nos reencontramos definitivamente
como criador e criatura
como co-criadores da melhor versão de realidade que podemos conceber.
Sem brigas, sem doenças, sem desavenças.

Eu e minha alma somos uma só pessoa constituída
de uma legião de pessoas amalgamadas numa só pessoa ...
O Macro dentro do Micro ...
Meu pai, meu irmão, meu esposo, minha mãe, minha irmã, minha avó.
Meus filhos, meus netos, meus tataranetos, meu porvir e vir a ser.

No encontro nós criamos
No desencontro, adoecemos.
"Só se pode senti-lo se estivermos suficientemente pacificados internamente."
E essa paz é o que se busca agora conseguir
Sem poesia, sem metáforas, sem enganos ...
No mais interno de mim mesma há que haver paz e aceitação,
há que haver confiança e propósito,
há que haver sonhos e realidade.

Na realização de minha alma a minha realização
Em minha realização a realização de minha alma
Cancelando assim o Karma herdado
Cancelando assim a dívida herdada

Realizando em nós, enfim, nossos sonhos ancestrais
e os atuais.

VSO.





Alma! Deixa eu ver sua alma. A epiderme da alma
Superfície! 

Alma! Deixa eu tocar sua alma com a superfície da palma da minha mão
Superfície!...

Easy! Fique bem Easy. Fique sem, nem razão
Da superfície!
Livre! Fique sim, livre. Fique bem, com razão ou não
Aterrize!...

Alma!
Isso do medo se acalma. Isso de sede se aplaca
Todo pesar não existe. Alma!
Como um reflexo na água. Sobre a última camada
Que fica na / Superfície!...

Crise!. Já acabou, livre. Já passou o meu temor
Do seu medo sem motivo. Riso, de manhã, riso
De neném a água já molhou. A superfície!...

Alma!
Daqui do lado de fora nenhuma forma de trauma sobrevive!
Abra a sua válvula agora A sua cápsula alma
Flutua na Superfície!...

Lisa, que me alisa Seu suor, o sal que sai do sol
Da superfície!
Simples, devagar, simples Bem de leve A alma já pousou
Na superfície!...

Alma!
Deixa eu ver! Deixa eu tocar! Alma! Alma!
Deixa eu ver! Deixa eu tocar! Alma! Alma!
Superfície
Alma! Alma!
Alma!


- Zélia Duncan - Alma -







citação de H. Frazão em: http://www.nosquanticos.com/2016/07/21/conexao-com-a-nao-localidade-torne-se-um-agente-transformador/

música de Zélia Duncan em: 
https://www.vagalume.com.br

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