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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Tudo Passa

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Tudo passa!

Deixe ir!

Tudo passa e tudo sempre passará!

Deixe ir!

Não prenda!

não se prenda!


Não prenda os paradigmas de final de caminho!

Não se prenda a paradigmas de final de caminho!


Eles passam!

Você passa!

Nós passamos!

Todos sempre passarão!

Nós sempre passaremos!

Tudo passa e tudo sempre passará!


Portas passam! Sempre passam ...

Janelas passam! Sempre passam ...

Janelas, Portas e Muros! Tudo passa ...


Deixe ir!

Não se prenda a nada!

Nada dura para sempre e tudo sempre passará!

Tudo passa e tudo sempre passará!


Isso também passará!

Deixe ir!

A liberdade que se dá a algo é o instrumento certo da medida

da passagem.


VSO.

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terça-feira, 18 de abril de 2017

Luto II

Cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que ig... Frase de Ariano Suassuna.

REFLEXÃO EM FOCO - O que resta [ará] de nós?
texto de Talita Guimarães - Ensaios em Foco

“Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre. 
O que posso fazer agora? 
Somente seu enterro e rezar por sua alma.”
(Chicó em O Auto da Compadecida, obra de Ariano Suassuna)


Um dia você acorda e a primeira notícia que recebe é que alguém 
de quem gosta muito já não respira mais. 
Aí quem perde o ar é você, 
sufocado pela dúvida de como continuar vivo 
sabendo que alguém querido já não estará mais presente.

A morte caminha lado a lado com a vida 
e custamos muito a nos dar conta disso. 
Como se estivéssemos falando de um mal distante, 
tratamos a morte que vemos diariamente nos noticiários 
com a consciência de quem acredita 
que terá a chance de marcar a própria hora. 
Como se tivéssemos algum controle sobre o tempo que nos é dado... 
Isso para não falar do quanto desperdiçamos o convívio, 
do quanto sonhamos com futuros que podem não estar ao nosso alcance, 
do quanto dizemos não e empurramos para depois 
a vida que deve ser sentida a cada instante e não apenas planejada ano a ano. 
Volto ao início, à dúvida sufocante que surge quando vemos o tempo 
de alguém se esgotar irremediavelmente e me pergunto: 
estaremos vivendo muito mais em função 
de um tempo que ainda não nos foi dado? 
E o tempo que nos é dado de convivência com outros? 
O que nos resta quando pessoas que amamos vão embora antes de nós? 
“Somente seu enterro e rezar por sua alma”, 
como se resigna o personagem do genial livro do paraibano Suassuna? 
Haverá entre nós, a capacidade de deixar mais de si aos outros, 
aproveitar melhor o tempo presente? 
Como a tristeza que a morte traz pode se converter 
na consciência passageira 
de que não sentiremos mais o prazer da companhia gostosa 
da pessoa querida?

A morte lança mais perguntas sobre a existência do que a própria vida.

Esta semana perdi um tio. 
Há um ano e sete meses perdi minha avó. 
No mesmo período, a cultura perdeu Mestre Antônio Vieira. 
Falo em perder porque é esse o sentimento que surge 
quando alguém morre. 
Perdemos a presença, os sorrisos, os abraços, a voz, 
e a admiração ainda que silenciosa do jeito de ser das pessoas. 
Mas perdemos principalmente a chance 
de viver mais e melhor na companhia de quem se vai. 
Infelizmente, é a perda quem muitas vezes mostra 
o quanto alguém faz falta. 
Por isso a morte traz dor incalculável para a consciência. 
Choramos a ausência de uma segunda chance. 
Lamentamos o que não tem mais jeito. 
O que poderia ter sido e não foi. 
Culpamos a dinâmica da vida 
quando o erro é resultado das ações de quem vive.

Por tudo isso, não sou pessimista em relação à morte. 
Sou preocupada com os vivos. 
Com a forma como as pessoas vivem, 
as relações que estabelecem, 
as escolhas que fazem e que nunca dizem respeito apenas a elas. 
Afinal, as lições da humanidade não tem ensinado 
uma independência que possa planejar com absoluta certeza 
a hora de cada um deixar este mundo 
assegurando a felicidade de quem fica. 
Vivemos arriscando no escuro, 
no tempo que não temos. 
Ignoramos a margem de erro.

Na hora da morte é que vejo a importância da consciência em torno da vida. 
Quem morre, descansa. 
Quem vive, sofre. 
Mesmo sabendo que a morte é tão natural 
quanto o nascimento, sofremos a cada partida. 
Sendo assim, o que dizer para consolar 
alguém cuja dor parece mesmo incalculável? 
Coloquei-me diante desta questão a fim de resolvê-la. 
Sou altruísta. 
Não queria que a pessoa que ficou sofresse a dor inconsolável da perda. 
Queria poupá-la da inconformação, 
da revolta, da solidão. 
Conheci à perda da avó, 
a dor incalculável, revoltante, inconsolável 
e tive de buscar conforto sozinha. 
Não queria, desta vez, 
saber de alguém tendo reação parecida.

Penso que é a vida quem dignifica a morte. 
A mobilização diminui o sofrimento. 
O abraço conforta o corpo, 
o pensamento compartilhado, a alma.

Para tanto, precisei lembrar-me de apenas uma frase, 
sabiamente colocada por Antoine Saint-Exupery 
“Aqueles que passam por nós não vão sós, 
não nos deixam sós. 
Deixam um pouco de si, 
levam um pouco de nós”.

Curiosamente, há pouco tempo, conversava com uma amiga 
sobre o que as pessoas significam depois que morrem. 
Comentávamos o que cada um de nós é capaz de deixar 
às pessoas que vivem conosco. 
Perguntávamos-nos, a título de reflexão, 
o que deixaríamos hoje ao mundo caso partíssemos. 
Pendências ou boas lembranças? 
A certeza dos grandes amigos que fomos 
para quem pode desfrutar de nossa amizade 
ou a imagem de jovens que planejavam feitos promissores 
para um futuro que nunca chegaria? 
Feitos que não passariam de promessas, 
no caso de uma partida, 
assim, 
aparentemente do nada.

Lembrando do trecho de “O Auto da Compadecida”, 
quando o Chicó (interpretado espetacularmente no filme por Selton Melo) 
diz que a morte é um mistério do qual ninguém escapa, 
irremediável, 
porque tudo que é vivo morre, 
penso com mais certeza que enquanto estamos vivos 
é que precisamos pensar mais 
na forma como vivemos e nas escolhas que fazemos 
sem deixar passar as chances, os momentos, 
enfim, a vida que merece ser vivida. 
Para que além de aproveitarmos cada segundo 
"como se não houvesse amanhã" sejamos capazes de partir 
na hora que a matéria tiver de morrer sim, 
mas sem que a alma, a essência da vida, 
se perca junto. 
Porque sempre há quem fique e sinta 
que um pedaço de si já não existe mais. 
Mas se nesse momento, quem ficar 
sentir que enquanto vivos, tivemos momentos que valeram a pena, 
talvez a dor dos vivos em relação a morte 
não seja mais tão devastadora.

Quem somos e o que fazemos hoje, agora? 
Olhemos então para o que já deixamos para trás, 
o que já marcou nosso tempo de vida até hoje. 
O que ainda há para fazer? 
Quantos abraços, sorrisos, palavras e vivências 
ainda temos para dar às pessoas? 
O que ainda nos falta aprender, ensinar? 
Não há como saber quanto tempo ainda teremos. 
Chego a conclusão que este sim é o mistério. 
O desafio que separa a graça da vida da dor da morte.


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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Por um dia sem estupro

Dá para falar de estupro sem falar de sexo? de amor? 
Não. 
E isso faz toda a diferença. 
O estupro não é só violência e crime
é também sexo sem consentimento.

A letra da música Zero
de Liniker e os Caramelows é ótima 
pois ela consegue elaborar a sutileza do crescimento das necessidades individuais 
nos inter relacionamentos. 
A gente realmente fica mordido!!!

Mas e ai? Decepção faz parte do nosso desenvolvimento. 
Aprender a lidar com frustrações faz parte do nosso tão necessário aprendizado.
Mas quem ensina? 
A escola ensina? A família ensina? A sociedade ensina?

A nossa própria natureza nos ensina: 
- aprendemos desde cedo a “lamber as nossas feridas” 
e a “apertar o coração” para caber tudo lá dentro 
afinal nós não somos animais. 
Nós somos o topo do mundo 
e estamos no topo da cadeia alimentar 
e somos os responsáveis por tudo.

Mas decidimos que socialmente temos direitos e deveres 
e temos estado a lidar com esses conceitos
para que não venhamos a ser
como naqueles filmes de ficção científica 
onde as pessoas de um futuro fictício 
tomam medicamentos para “não sentir”, 
para não serem “governadas” pelas emoções.

A Cultura do Estupro é a cultura do social levada aos extremos. 
A sociedade invade a nossa intimidade individual até as vísceras, 
versando sobre o que devemos ou não comer, vestir, como ser e nos comportar. 
O indivíduo social invade uma pessoa, invade outro indivíduo, 
em muitos níveis e graus de violência e/ou sutilezas. 
Sutilezas.

É de sutilezas que o estupro é feito e aceito
e é por sutilezas que ele é justificado por muitxs
Sutilezas como olhares, gestos, roupas ...
e é por sutilezas sociais e familiares que ainda vive 
no seio da sociedade 
no século XXI. 
Assim como sutilezas sociais 
viabilizam a existência de outras violências
individuais, grupais, sociais:
violência policial, milícias particulares, tráfico 
de pessoas, de armas, de entorpecentes.

Sutilezas nos inter relacionamentos. 
Linha cruzada nos sinais sociais. 
Sutileza no trato com a violência sutil. 
E empate na guerra entre animal e humano, 
entre o individual e o social.

A gente fica mordido, não fica?
E quanto a gente aguenta reservar naquele cantinho do coração 
para mágoas e decepções, para rejeições e ignorâncias? 
E se a gente aguenta resistir àquele chamado do orgulho, da virilidade, 
da luxúria, do desejo serão sutilezas que darão permissão ao outro?

Em um inter relacionamento sexual 
quantas vezes a gente tem que resistir ao nosso “toque grosso”, 
ao nosso desejo de “transpassar” o outro 
como se o corpo fosse uma derradeira barreira para “sermos um só corpo e carne”? 
Quantas vezes temos que resistir ao desejo crescente de nos mostrarmos tal qual somos, 
sem ter que fazer “cara bonita” 
à cada sensação que o outro nos proporciona 
ou que proporcionamos a ele?

Onde se aprende a se inter relacionar com pessoas na cama? 
na medina? no templo? nas ruas? na escola? 
Onde se aprende inter relacionamentos sociais mentais? sensoriais? emocionais? racionais?

Só se aprende dentro de si mesmo, 
por acerto e erro, por aprovação e rejeição, por prêmio e recompensa.
E é nesse universo subliminar que o estupro encontra respaldo e até aceitação
para "corrigir", para "restaurar" a moral e os bons costumes

Só se aprende comparando resultados com os resultados obtidos por outras pessoas. Comparativamente. Estimativamente. Secretamente.
Publicamente só os ocorridos em ruas e becos
onde se julga mais o comportamento e a moral dxs agredidxs 
Silenciosa e secretamente ficam a maioria dos que ocorrem 
nas casas, escritórios, igrejas e tantas outras instituições.
E majoritariamente anônimos os que ocorrem dentro
dos relacionamentos social e religiosamente consagrados.

A Psiquiatria Forense versa sobre esse assunto.
Na doença e no crime.
Mas nos relacionamentos entre pessoas
onde entra a questão sexual?
Necessitamos de uma área dessas na Pedagogia e na Sociologia
Necessitamos definir o papel do sexo nos relacionamentos humanos.
Sexo com e/ou sem procriação,
Sexo com e/ou sem definição de gênero.

Precisamos lidar socialmente com as questões 
reservadas para "quatro paredes"
que possuem seus alicerces na ainda desconhecida natureza humana,
a humana natureza que,
herdamos de nossos ancestrais
humanos e animais - nem isso sabemos ao certo
pois quando falamos de sexo 
exaltamos a nossa origem divina
mas só o aceitamos para fins procreativos.

Para machos e fêmeas sexo é regido por hormônios, procriação e cio, 
adaptação e conservação da espécie 
e uma ou outra sutilezas referentes às espécies.

Para homens e mulheres o sexo é um pouco mais complicado 
pois além dos hormônios, do desejo e da procriação
acrescentamos sentimentos, sensorialidades, emoções
e toda a gama de aspectos individuais, familiares e sociais
da natureza e da psiquê humana que levamos conosco
em cada inter relacionamento.

E há aqueles para quem sexo não é uma questão 
É um encontro entre duas pessoas, 
um inter-relacionamento sem compromisso 
de tempo nem de idade.
onde a questão “nossas diferenças” já foi resolvida e aceita

Estupro é crime e é um problema social.
Sexo sem permissão é dolo, é crime e é um problema social.

O estuprador é um estuprador ao praticar o crime
e não ao comprar o pão na padaria,
ao depositar seu salário na sua conta empregatícia
ou ao receber a sua passagem no ônibus.
É neurótico? Sim!
A sociedade é neurótica também
quando finge que não vê o que anda pelas ruas
quando classifica aquilo que vê
e quando ignora e/ou segrega aquilo que existe
e que as ruas estão mostrando.

A SOCIEDADE NECESSITA CRIMINALIZAR O QUE CRIMINALIZA O INDIVÍDUO.

ASSÉDIO É CRIME.

SEXO SEM CONSENTIMENTO É CRIME.

ESTUPRO É CRIME.

INDEPENDENTE DO GÊNERO DA PESSOA.

POR UM DIA SEM ESTUPRO!

VSO.
in memoriam de Dandara



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Cara Bonita, Cara Feia


Cara bonita é coisa feia de se ver. Cara feia é bonito de ver.

A alma cala. A dor não sara.

Se a dor sarou porque a cara não consertou?

Dizem que a carne não conserta as marcas da dor, nem da alegria também. 

Se não tem conserto porque se usa o verbo consertar?

Cara bonita é tão manjada que todo mundo sabe que é feia. 

Se feia é porque ainda chama "cara bonita"?

E cara feia o que é?

Cara feia é cara de quem mostra fora o que tem dentro.

É feio isso?

No fim só sabe mesmo a razão do certo/errado, bonito/feio

quem mostra a cara

E quem bate na cara de quem mostra a cara é uma pessoa muito feia e deseducada.

Agora, eu, perdi esse tempo na poeira da estrada.

Aprendi isso quando já tinha muitas marcas no rosto

Então hoje, quando mostro a cara, alguém sempre me fala:

Que cara feia é essa menina?

E eu digo:

- Meu lindo rosto, feito do que a vida fez comigo e do que eu fiz com aquilo que a vida me fez.

E eu me acho linda. Mais por dentro do que por fora.

É que cirurgia não é mesmo uma das minhas primeiras prioridades.

Tenho andado muito ocupada arrumando dentro umas coisas muito feias de se mostrar por fora

E, por hora, nem sei mesmo se são

Cem por cento minhas essas tantas marcas

Penso que vivi tão pouco para ter tantas marcas

A aprendi na vida que quando dentro há sol brilhante

e luz da aurora

A cara brilha, as marcas somem e a dor

realmente sara.


VSO - in memoriam de Storm




terça-feira, 22 de novembro de 2016

Ato Contínuo



I


No Tempo da Brilhantina

a Era de Ouro chegou

pro velho e pro novo

pra todos no Globo


Então Bom Natal!

e Ano Novo também!

Que seja feliz quem

Souber o que é o Bem!


II


Num sonho, vi minha alma em Flor Dourada


III


O Fluxo, ativado, fluiu

O acesso se fez

A compreensão chegou.

Tudo estava lá

só não fluía,

não-acesso.

Um jump

num shift

e o que foi

encontrou o ser.



E hoje eu sou

mãe, marida, irmã

Psicóloga

Padre

Xamã



A bruxa se revela

na arte de revelar

Se escondido sempre está

Alguém o há de achar.


IV


Consagração do Aposento

Consagrar

Com o Sagrado andar

O Sagrado convidar

No Sagrado Habitar

Esotericamente habitar

no espaço interno

Sagrado


Reservado ao ser

Ser Sagrado

Em Águas Santas Navegar

em Santos Óleos se Banhar.


V


Eu Sou o Cristo, Eu Sou o Cristo

Eu Sou o Cristo

Sua vida, Sua Morte

Seu Altar.




Oh Kyriê! Oh Kyriê!

Oh Kyriê! Oh Kyriê! Oh Kyriê!


VI


Muitos nomes tem o Sagrado


Salve Maria, 

Jurema, 

Verônica!

Salve Ogum, 

Oxóssi, 

Oxalá!


Salve a Divina Mãe Shekinah!

Salve Ganja, Salve Allah!

Salve Ganga, Salve Jáh!




O Menino Jesus esse eu sei

nos espera para a todos nós ensinar

A consagrar o Sagrado

e com o Sagrado estar.



O Sagrado, o Místico e o Magístico

na floresta vão brincar

como era no início

assim no fim também será.


Dos elementos todos

todos nós recebemos a guarda

A guiança

por amor! quem poderá nos dar?



Jáh! Allah! Jesus de Nazaré!

Maomé! D'Us! Jesus, Maria e José!

Jeová! Javé! Elias!

Abraão! Salomão! Shekinah! João!


Muitos Mestres, muitas Obras

Para quem com o Sagrado Habitar.


VII


Com o Sagrado

no sagrado

Só Deus sabe esse lugar

Tirando Deus da equação

a conta não vai fechar.



Se Deus e nós somos Um

quem nos há de afrontar?

Se há aqui e acolá

em que lugar ele não estará?



Salve Maria! Salve Mãe Divina!

Salve Rainha, Ayahuasca, Shekinah!

Há em Lilith e em Maya

A fúria de Kali e de Oxalá!



Salve Ganges! Salve Odin!

Salve Viviane, Thor e Salve Merlim!

Há em Arthur e em Morgana,

em Lancelot também há,

a eterna luta dos pobres

que a Deus quer encontrar.



As portas da visão se abriram

e estavam em muitos lugares

Saudamos Ganja,

saudamos Heráclito!

Saudamos Hermes

e Iemanjá!


VIII


Odoiá, Adonai, Hare!

Salve, Saloba, Salute!

Santé!

Viva!


sempre esse encontro

nessa fonte de entendimento e razão

que logo, logo o coração

num salto te dirá:



Os Deuses são Astronautas

e Astros somos nós

nesse Universo tão vasto

que estamos a habitar.


Caminha com os Mestres

(que muitos deles há

em palácios, manjedouras

sempre os há de encontrar)

Caminha com o Sagrado.



Israel, Egito, Canaã

Meca, Europa, Eurásia

Todos são escritos mágicos

de Sagrado neles tudo há.

Saber se adquire fazendo

e isso nós todos fazemos

e nas marcas que o mundo deixa

muitos se hão de encontrar-se.


IX


Desde que o homem

valente

as estrelas conseguiu desvendar

são muitos os homens de fé

a conduzir nosso caminhar

e o começo dessa história só Nelly saberá contar.


X


Maria, Divina Joia da Ananda!

Luz da Manhã, Estrela da Aurora!

divina mãe consagrada

que a todos nós ampara.


São muitos mestres 

muitas mestras

maestros e maestrinas

A sinfonia do mundo é bela

ilumina, guia e ancora.


Deuses, santos e anjos

Santos no Céu e santos na Terra

Anjos em oração, consolo e proteção

Santos com calos nas mãos.



E Deus Pai Todo Poderoso

O Um

O Pleno

O Todo


seja no frio, seja no calor

sempre conduz nosso caminhar.





sábado, 22 de outubro de 2016

Tudo passará!


Deixe ir!

Tudo passa e tudo sempre passará!

Deixe ir!

Não prenda!

não se prenda!

Não prenda os paradigmas de final de caminho!
Não se prenda a paradigmas de final de caminho!
Eles passam!
Você passa!
Nós passamos!
Todos sempre passarão!
Nós sempre passaremos!
Tudo passa e tudo sempre passará!
Portas passam! Sempre passam ...
Janelas passam! Sempre passam ...
Janelas, Portas e Muros! Tudo passa ...
Deixe ir!
Não se prenda a nada!
Nada dura para sempre e tudo sempre passará!
Tudo passa e tudo sempre passará!
Isso também passará!
Deixe ir!
A liberdade que se dá a algo é o instrumento certo da medida.

VSO.

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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Sua Presença no Aqui Agora




Corpo de Morte.

quem é ele?

A pessoa. O corpo físico, talvez,

que “é pó e ao pó retorna”.



E onde é o lugar da morte?

O chão, a terra, 

“a argila na qual fomos moldados e à qual retornaremos.”



O que mais morre além desse espetacular corpo físico?

O que mais morre além dos abraços, afagos e beijos?

O que mais morre além do som da voz 

com todos seus tons e sutilezas sonoras?

Suas sutilezas sonoras...



O que mais morre além de todas as referências físicas 

de sua existência real?

Suas referências físicas... 

Sua existência real...



A real existência de alguém possui um corpo de morte ...

A real existência de alguém é mais do que o corpo de morte ...

Ensinam-nos isso nos templos, igrejas e sinagogas.

Nas escolas...



Ensino não formal, não científico.

De científico só o corpo físico e suas interações neurofisiológicas.



Quando o corpo de morte se vai 

o que fica? 

quem fica?



Hoje sabemos que algo fica. 

Persiste além do corpo físico. 

Além do fogo fátuo.

Além de ossos, cinzas e água sabem que algo fica. 

Um saber sub reptiliano talvez...

O que fica? A alma, o espírito ...



 Nós?

“Em Nós todos nós permanecemos”.



Mas...



Além de você, além de seu corpo, o que sei de você?

Além do nosso contato, nossos beijos e abraços, conversas, 

encontros e desencontros,

O que sei de Você? 

O que sei de você além do seu rosto, do seu toque, do seu tom?

Eu não te conhecia antes, 

mas reconhecia você por sua presença.

Sua presença física. 


E hoje penso que te reconheço.



Parece que te reconheço num sorriso aqui, numa fala lá, num gesto acolá.

Parece que reconheço sua presença, seu “estar entre nós”.




Poesia boba essa minha. Tolice!

Os poetas sempre entenderam de almas e espíritos.

Não, não é tolice... Nem minha nem dos poetas.

Poetas foram sempre visionários, bêbados, drogados... 

 Visionários

sem crédito. 

Românticos 

Incuráveis 

Que enxergam muitas luzes.

Ou sombras demais.



Visionários.



Mas aqui, nesse verso, 

em prosa e sem rima;

eu queria mais do que isso,

eu queria falar de você como alguém que ainda é,

além do que já foi.



Mas, infelizmente, para falar de sua continuidade,

a que penso que sei, 

a que penso que conheço, 

a que às vezes reconheço

só posso faze-lo em versos, rimados ou não,

mas sempre, sempre metafóricos.


Sua presença, eu sei, está no meio de nós.

Além do que foste,

além do que jaz.

Além do Passado vivido em conjunto, 

guardado em esparsas lembranças .



Para você, no Aqui e no Agora. 

Minhas sinceras desculpas. Nossas mais sinceras desculpas.

Por não nos reconhecermos por tanto tempo.





Tudo mudou no mundo. O mundo mudou.

O que não cabia no mundo ainda não cabe no mundo, 

com a diferença que, hoje, metaforizar ficou mais fácil 

e mais perto da realidade compartilhada com todos.

Há mais do que o sangue para se falar de alguém. 

Algo além do corpo de morte.

Você e eu temos que nos acostumar a isso.



A Sua Presença no Aqui e Agora.



A Minha Presença no Aqui e Agora.






A partir de Agora temos que estender nossos relacionamentos

para além da subjetiva dor...


Para além do subjetivador...


Para além das fronteiras internas ...


Para além das fronteiras externas ...


Para além da subjetiva realidade  de cada um...


Para além do tempo... e do espaço.


VSO.


Sentimientos entre los silencios del Alma: LA AMISTAD
A Toca da Oliveira Santa, Jurumirim/Tatuí/SP. – 31.07.2016/21:59












Alma!Deixa eu ver sua almaA epiderme da almaSuperfície!Alma!

Zélia Duncan





fontes:

Poesia/texto: https://www.facebook.com/oliveira.vilmasantosescritora/

Zélia Duncan canta - Alma: 
https://www.youtube.com/watch?v=yUqxiSE-wpY 
https://www.vagalume.com.br/zelia-duncan/alma.html


Imagens: Search Google












quarta-feira, 27 de julho de 2016

A Alma

"A realidade é composta por camadas. 
Basicamente, podemos considerar em 3 níveis a realidade. 
São eles: o nível da fisicalidade, o nível quântico e o nível não-local.

A fisicalidade é o nível dos efeitos e consequências, é um nível sintomático. 
Já o nível quântico é o domínio da energia e da informação. É um nível estrutural que gera o efeito, logo a fisicalidade. 
Já o nível não-local é um domínio de pura inteligência, pura consciência, 
não há energia e não se pode entender, pois está além da mente, da lógica linear. 
Só se pode senti-lo se estivermos suficientemente pacificados internamente."

Horácio R. L. Frazão



O que era grande ficou pequeno, cognoscível.
E o que era pequeno tornou-se desconhecido,
Incognoscível!
Nós sabíamos quem éramos!
Falávamos de alma em prosa e verso
e viajávamos em espírito para terras desconhecidas!

Mas então as estrelas choraram
e um homem entendeu a dor delas
e nos contou, numa carta muito triste
que hoje já não encontramos mais.
Ele disse à sua irmã tudo o que as lágrimas das estrelas lhe disseram
e, entre lágrimas, em samaúma,
ele desvendou o Universo.

Ele morreu de morte matada.
A carta já não encontro mais, perdida que deve estar
no incomensurável Universo Cibernético ...
Mas, outrxs vieram depois
e estudaram e desvendaram e descreveram matematicamente
o mundo antigo, as estrelas, o Novo Mundo, o Universo ...
e assim nasceu a Nova Era,
a Nova Terra e a Terra Nova.

Surgiram infinitas possibilidades para as possibilidades existentes.
Para o Universo, para o Planeta, para o Homem ...




A Ciência está sendo reescrita e 

assim também a Biologia e a Psicologia
A divisão corpo e mente ficou apertada
para tantas possibilidades humanas


e para a Alma.

A Alma!
Nós já a possuíamos.
Ela era metáfora para amores e ilusões perdidas
Era a estrela-guia dos poetas e dos andantes
Era etérea, fugidia, quase tangível
Era invisível e não-conceituada
Era pura poesia!

Hoje, pós-Física Quântica,
ela perdeu um pouco da poesia e da invisibilidade ...


Hoje ela divide as nossas atenções, nossas pré ocupações, nossos cuidados.

Ela está inserida em tudo 
e ganhou responsabilidades,
uma quase-biologia e um mapa:
O GNA - 
o mapa da alma, a nossa hereditariedade emocional e psicológica.


E soubemos então que não estávamos sós,
nem no Universo
nem dentro de nós mesmos.
E soubemos que ela é o infinitamente pequeno,
o incomensuravelmente desconhecido
e o inconscientemente mandante,
mandatário
e mandado.

Ela sempre esteve conosco
aspirando provar a si mesma
inspirando encontros e soluções
Buscando realizar-se 
no nosso encontro interno,


pessoal,
silencioso
e anônimo.

Hoje ela transita nos três mundos,
nem sempre tão inconsciente assim,
nem tão invisível assim.
Às vezes a gente a encontra 
e a reconhece,
outras vezes a vislumbramos e nos esquecemos,
outras vezes, ainda, ela se nos passa 
desapercebida de si
e nós passamos desapercebidos de nós.

"A fisicalidade é o nível dos efeitos e consequências, é um nível sintomático."

Minha alma já pode ser percebida na fisicalidade
como uma "parecença", uma similaridade hereditária, ancestral
Na psicossomática de ações e reações,
angustias e dores,
alegrias e tormentos.

"O nível quântico é o domínio da energia e da informação"

É nesse nível que ela sempre existiu, muda e desconhecida,
semi sentida, semi esmagada;
indefinida, sem voz e cega.
É nesse nível que ela reencontra a esperança
de vir a ser, de tornar-se em algo
De manifestar a si mesma.

"O nível não-local é um domínio de pura inteligência, pura consciência"

E é aqui, nesse nível, que ainda é desconhecido, inconsciente
que nos reencontramos definitivamente
como criador e criatura
como co-criadores da melhor versão de realidade que podemos conceber.
Sem brigas, sem doenças, sem desavenças.

Eu e minha alma somos uma só pessoa constituída
de uma legião de pessoas amalgamadas numa só pessoa ...
O Macro dentro do Micro ...
Meu pai, meu irmão, meu esposo, minha mãe, minha irmã, minha avó.
Meus filhos, meus netos, meus tataranetos, meu porvir e vir a ser.

No encontro nós criamos
No desencontro, adoecemos.
"Só se pode senti-lo se estivermos suficientemente pacificados internamente."
E essa paz é o que se busca agora conseguir
Sem poesia, sem metáforas, sem enganos ...
No mais interno de mim mesma há que haver paz e aceitação,
há que haver confiança e propósito,
há que haver sonhos e realidade.

Na realização de minha alma a minha realização
Em minha realização a realização de minha alma
Cancelando assim o Karma herdado
Cancelando assim a dívida herdada

Realizando em nós, enfim, nossos sonhos ancestrais
e os atuais.

VSO.





Alma! Deixa eu ver sua alma. A epiderme da alma
Superfície! 

Alma! Deixa eu tocar sua alma com a superfície da palma da minha mão
Superfície!...

Easy! Fique bem Easy. Fique sem, nem razão
Da superfície!
Livre! Fique sim, livre. Fique bem, com razão ou não
Aterrize!...

Alma!
Isso do medo se acalma. Isso de sede se aplaca
Todo pesar não existe. Alma!
Como um reflexo na água. Sobre a última camada
Que fica na / Superfície!...

Crise!. Já acabou, livre. Já passou o meu temor
Do seu medo sem motivo. Riso, de manhã, riso
De neném a água já molhou. A superfície!...

Alma!
Daqui do lado de fora nenhuma forma de trauma sobrevive!
Abra a sua válvula agora A sua cápsula alma
Flutua na Superfície!...

Lisa, que me alisa Seu suor, o sal que sai do sol
Da superfície!
Simples, devagar, simples Bem de leve A alma já pousou
Na superfície!...

Alma!
Deixa eu ver! Deixa eu tocar! Alma! Alma!
Deixa eu ver! Deixa eu tocar! Alma! Alma!
Superfície
Alma! Alma!
Alma!


- Zélia Duncan - Alma -







citação de H. Frazão em: http://www.nosquanticos.com/2016/07/21/conexao-com-a-nao-localidade-torne-se-um-agente-transformador/

música de Zélia Duncan em: 
https://www.vagalume.com.br

imagens: Search Google